terça-feira, 28 de agosto de 2007

Com as Mãos Nos Bolsos

Ao mestre Martinello

Sempre há aquele momento onde andamos na corda bamba, sem dizer sim ou não. Caminhando em uma avenida, sozinho, com as mãos nos bolsos, sem acenar para os transeuntes que passam.

Sempre há aquele momento quando olhamos para trás a vida que soubemos fazer, vendo em fuga os amores e os filhos que partiram de seus pombais, sempre há aquele momento em que o coração só bate.

Sempre há aquele momento de ir ou ficar, sim ou não, desistir ou tentar, e tudo que queremos é não dar respostas, seguir o caminho como se as folhas em nosso quintal não fossem um incômodo.

Sempre há aquele momento que optamos por fechar os olhos ou deixar o sol queimar nossas retinas, o tempo de descobrimos que tempo demais se passou e após tanto tempo fingindo não ver, os olhos só enxergam mentiras, as palavras são uma prisão, e as mãos estão presas, como algemas, aos bolsos.

Sempre há aquele momento em que não podemos fazer mais nada, exceto chorar.

28 de Agosto de 2007


3 comentários:

iris disse...

adorei a descrição do momento...
:))

crap disse...

e choramos.

aqui: /pideto.

eliana disse...

Sempre há aquele momento quando olhamos para trás a vida que soubemos fazer, vendo em fuga os amores e os filhos que partiram de seus pombais, sempre há aquele momento em que o coração só bate. Lindo!