segunda-feira, 6 de agosto de 2007

gnab gib

Ele foi ali ter ação. Sim, foi, fez, viu o verbo velho vindo. Voou. Saiu sem sequer sentir saudades. Caiu, quase como cristo na cruz cravado – depois dos dias de desespero desejo e dor. E ergueu estrada acima a fina linha lívida da lua.

Olavo olhou, ao longe, sorrindo de sol a só. Viu o sujeito surgir frente ao verbo, vasculhou as gavetas e ascendeu as velas. A luz deveria ser límpida e alta, como quando cresceu o cosmo todo a partir de um ponto.

Ele lutou longamente, levando ao louco planeta a lembrança letal. Pensara antes, parado, no poder posto em jogo. Preto óleo jorrando em jazidas no chão de jesus. Água secando sozinha no solo de lágrima e sóis. Homens montando muralhas em torno de si. De nós.


Deixou de pensar. Poder para quê, se nada mais há? Subiu novamente aos céus e queimou o seu corpo nas velas suspensas. O verbo também viu. Em círculos, o mundo explodiu numa nova e gigantesca onda de mudança e renovação. Ele foi aliteração.


5 comentários:

iris disse...

um dia
aprenderei
a sair sem sentir saudades
a quebrar muralhas
e, sobre círculos.
ou não.
:)

Anônimo disse...

Repito o q a Iris fez: Na mesa, o vinho derramado. Ergo a taça e me sirvo, tenho algumas horas de vida.

Eli

Anônimo disse...

Desculpa, esse comentário deveria ser no texto do xuxu.
Eli

Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...

Muito bom, Durazzo!
Pra mim, o melhor que você já escreveu nesse blog.