segunda-feira, 17 de setembro de 2007

18 de Setembro

(...) eu nasci há exatamente 22 anos e como isso não interessa a absolutamente ninguém, não direi mais nada sobre esse assunto (...)

Mais Velho

Hoje, que é dia de meus anos (é caro leitor, eu minto!), dêem-me presentes!

Conversa Despretenciosa

Você pode perceber, leitor amigo (ou não) que não tenho, até este ponto, a mínima idéia do que escrever.

Eu poderia, é claro, escrever sobre a maravilha de meus dias, cantar a infância, e destruir os meus cruéis anos de adolescência, mas acho que isto está copletamente fora de moda (juro!), desde o tal Ai-que-saudades-blá-blá-blá-blá....

Poderia também, cantar a inutilidade dos meus dias, e a efemeridade da vida, mais isto seria melhor caso eu estivesse fazendo 70 anos. Aí sim, caberia bem e eu até poderia fazer um epitáfio:

"Meu nome é Arthur Malaspina,
Vai ver se eu tô lá na esquina."

Nada tão singelo quanto:

"Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino"

e menos grandioso que:

"Gerou-me Mântua, encantou-me a Calábria,
Agora quem me tem é Parténope:
Cantei pastos, campos e generais."

Outra vertente muito usada seria: "Vivi 22 anos sem ti, Ó meu amor! Como pude?" Neste caso falta-me o tal do "meu amor" (alias, caso tenham interesse, meu signo é Virgem, com ascendente em Libra, gosto de música clássica, adoro amarelo, gosto de garotas voluntariosas e odeio pessoas irônicas, meu e-mail é incredible_lover@latinmail.com) o que deixaria sem sentido o texto todo.

Poderia falar do meu pai, que morreu; poderia falar da minha mãe, que está viva; poderia louvar a deus; poderia citar Shakespeare (não hoje); poderia citar Virgílio (já citei); poderia citar Camões; poderia citar Pessoa; poderia fazer um texto todo metalingüístico (oba![e aproveito para usar o trema enquanto ele ainda existe!]).

Concluirei este texto-conversa da maneira mais banal possível, pedindo felicidades à mim mesmo! Perdoem-me os que esperavam uma longa elegia, ou uma grande nênia, ou ainda uma suprema ode ao passado. Espero deixar uma impressão de aurea mediocritas, o meio-termo, nem tão feliz, nem tão triste. É assim, afinal, que é a vida.





5 comentários:

Elana Bellini disse...

querido, parabéns, parabéns!
de resto, vc sabe as coisas boas que te desejo ;)
um beijão!

Dani disse...

baka, feliz aniversario...

obs, ve o /srta_matono

Arthur Malaspina disse...

Valeu Dani, já vi...beeeeeem legal mesmo!!!

Morena disse...

não gosto de pessoas irônicas!

Thiago Augusto Corrêa disse...

Se o próximo bater com o meu post eu posso praticamente fazer um morte e vida severina.