domingo, 9 de setembro de 2007

A não existência contínua de Vini o fantasminha camarada

Houve um tempo em que não era preciso se escrever histórias como essa, pois todos as sabiam de cor e salteado. Já não há mais esse tempo, o que alias é um tantinho óbvio, já que se não, vocês não estariam lendo isso, pois já saberiam de cor e salteado, mas vá lá!

Antes achávamos que nós tínhamos um amigo chamado Vini, vulgo "Vinicinho Cachorrão", por nós, quero dizer eu, Leandro e Thiago, membros fundadores do Clã Quatro Patacas... A verdade tem o péssimo costume de se mostrar cruel, e eis que finalmente ela se manifestou.

Uma semana atrás mais ou menos, o Thiago inventou uma campanha, a tal do "volta Vinício", foi um sucesso e vários empresários do meio artístico nos abordaram e propuseram contratos publicitários de vários tipos, porém a condição era que o tal do Vinício voltasse mesmo. Achamos ótimo e ficou a meu cargo convencê-lo a voltar...

Aqui começa o drama. Liguei para Vinício, e a operadora de seu celular disse-me (em uma daquelas singelas mensagens gravadas), que esse número não existia. Fiquei com a pulga atrás da orelha. Tomei um banho para ver se ela saia e por fim liguei em sua casa, e aí a coisa começou a ficar séria, achei estranhíssimo atenderem dizendo: "Retífica do Alemão, pois não!" Aqueles que me conhecem sabem que bradei aos deuses e jurei de morte a companhia telefônica, mas o caso é que achei muito bisonha aquela situação.

Na internet a mesma coisa, seu orkut já não mais existia. Seu MSN agora era de um traveco de Campinas, Paulinha da Unicamp, cinqüentinha por uma noite completa de prazer... Esbravejei mais um pouco... Liguei pro Thiago e disse o que estava acontecendo, ele também estranhou, assim como Leandro. Liguei pro Victor, vulgo “Capa”, um amigo nosso e ele me disse que não via o Vini há muito tempo. Tentei o pessoal da sua república e aí veio a preocupação. O pessoal lá me respondeu que não sabia do que eu estava falando, e que NUNCA haviam visto ou falado com tal pessoa, e que o morador que havia entrado lá em 2005 se chamava Norberto e era aluno de ADM, além de cantor de Cabaret.

Voltei pra casa desolado, Norberto era demais até pra mim, diria que era demais para qualquer um. Resolvi procurar os resultados do Vestibular. Nada, no lugar dele havia passado um estudante coreano, Li Song Nung Lang, que desistiu e resolveu fazer mecatrônica na USP. Desesperador, não poderia estar louco, mais quatro pessoas se lembravam dele.

Aí caiu a ficha, depois de me abaixar para pegá-la eu tive a revelação. Eu, Leandro, Capa e Thiago... não éramos boas fontes. Alias éramos péssimas fontes. Praticamente fontes nulas...

E é por isso, a despeito da incredulidade de meus pares, que venho aqui declarar: eu sou louco, os outros patacas são loucos, e o Victor é mais louco ainda. E quero dizer também, e considerem isso como o motivo do texto...

Vinício dos Santos, vulgo Vini "Cachorrão", NUNCA existiu de fato, ele foi apenas fruto de nossas imaginações, o que claro explicaria o péssimo gosto musical dele, sua dicção ridícula, e também sua fixação pela década de oitenta... só podia ser piração mesmo.




1 comentários:

BARBARA disse...

PelamordeDeus, é brincadeira, né?! É demais para mim.

VINICIO VOLTAAAAAAAAAAAAAAAA!!!